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Carnaval do Cordão Folclórico de Itaquera na Cohab II tem bloco e ativismo social

O tradicional Cordão Folclórico de Itaquera Sucatas Ambulantes desfila nesta segunda-feira (12) seu samba de Bumbo e bonecos gigantes feitos com material reciclado


Horário: 14:50 - Data: 08/02/18

Os bloquinhos que arrastam multidões em São Paulo fazem sucesso, dando um novo formato para o Carnaval na cidade. Tradicional na Cohab II,  o Cordão Folclórico de Itaquera Sucatas Ambulantes sai nesta segunda-feira (12/02), às 15h, para fazer a folia com a comunidade pela avenida João Batista Conti. Mais do que diversão, que é a promessa dos organizadores para mais este desfile, o Cordão de Itaquera traz uma mensagem social.

 Fundado em meados de 2007 por Jefferson Cristino, morador da Cohab II há 20 anos, o coletivo promove atividades culturais durante o ano no bairro. O bloco existe há quatro anos, inspirado no samba de Bumbo, que tem origem na cidade Pirapora do Bom Jesus, cidade a 41 km da capital.

Registros históricos sobre a origem do samba paulista nesta cidade do interior dão aos escravos a autoria dessa levada marcada pelos bumbos, que eles batiam diante da igreja, cantando letras de improviso, enquanto os seus senhores estavam reunidos na praça central.

 No desfile, chamam atenção os bonecos gigantes confeccionados na comunidade. “Nós escolhemos o nome do bloco em menção aos nossos bonecos, que eram feitos de sucata, de material reciclado”, conta Jefferson.

O coletivo tem aproximadamente 14 membros, seis moram em Conjuntos Habitacionais, mas o restante juntou-se ao grupo por afinidade ao trabalho que desenvolvem na comunidade.  “Nós temos uma proposta que atrai um público bem família, abrimos espaço para as crianças participarem, é muito legal”, conta.

Além do carnaval, o grupo realiza diversas atividades culturais, como encontros de cultura afro, oficinas para a confecção de bonecos, oficina de samba, cortejos folclóricos e de cultura popular.

A ideia, segundo o organizador do coletivo é criar essa valorização da cultura e do entretenimento locais, sem que as pessoas precisem sair da comunidade para ter acesso à cultura. 

 

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