Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo
Para corrigir irregularidades, Prefeitura revê o pagamento do auxílio aluguel de 4.879 famílias

Relação completa das famílias que recebiam R$ 400 por mês e terão o benefício bloqueado será publicada nesta semana, no Diário Oficial da Cidade


Data: 22/07/2019 I 18:52 

De: Secretaria Especial de Comunicação

A Prefeitura de São Paulo irá suspender o pagamento do auxílio aluguel de 4.879 famílias a partir do dia 1º de agosto. A medida preventiva foi necessária após um estudo feito em parceria com o Banco do Brasil apontar que os beneficiários estavam efetuando saques em outras cidades da grande São Paulo, do interior e até em outros estados.

“Estamos iniciando um processo de recadastramento das 26.544 famílias que recebem o auxílio aluguel. Esse recadastramento é uma exigência da portaria 131, que disciplina e regula o recebimento do auxílio aluguel, mas que não vinha sendo feito”, destacou o secretário municipal de Habitação, João Farias.

A relação completa das famílias que recebiam R$ 400 por mês e terão o benefício bloqueado será publicada nesta semana, no Diário Oficial da Cidade.

Segundo o secretário, a Prefeitura solicitou, junto ao Banco do Brasil, um levantamento que apontasse onde os beneficiários estavam efetuando os saques nos últimos seis meses. “Detectamos um alto número de saques sendo efetuados fora da cidade de São Paulo, e a portaria 131 veda a possibilidade da concessão do benefício a uma pessoa que não resida na cidade de São Paulo”, explica.

Após o bloqueio, as famílias poderão comparecer a um posto de atendimento da Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB) com documentos que comprovem a elegibilidade para receber o benefício como documentos pessoais de identificação (RG e CPF), comprovante de endereço, declaração de renda, contrato de locação ou uma declaração de terceiros declarando que ele recebe aluguel do beneficiário com firma reconhecida.

“O auxílio aluguel é um benefício que hoje consome aproximadamente R$ 140 milhões ao ano nos cofres municipais. E como tal ele precisa ser gasto de forma racional e correta. Essa medida vem, acima de tudo, para garantir que as famílias que, de fato, tenham direito não corram o risco de perder o benefício em detrimento daqueles que recebem hoje sem ter direito nenhum”, finaliza o secretário João Farias.

Se comprovado a residência no município, as famílias receberão o retroativo e serão recolocadas ao programa.  Para a atualização cadastral, as famílias deverão comparecer na Central de Habitação, na Avenida São João, 299, Centro - com os documentos listados acima. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h.



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